Cozinha Regional Portuguesa, Bacalhau de Qualidade Superior, Queijos e Vinhos Seleccionados, Aguardentes e Licores Especiais
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Horário: das 12h às 23h

Aberto todos os dias, excepto:
  • 24 de Dezembro (encerra ao Jantar)
  • 25 de Dezembro (todo o dia)


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Restaurante Laurentina - Facebook

O meu segredo é cozinhar coisas que sei fazer bem



Acabada a recruta, foi viver para Lisboa. Mas a vontade de partir falou mais alto. António Pereira sempre tivera o sonho de viver numa cidade onde houvesse dinheiro e comércio. Chegou a Lourenço Marques e ficou deslumbrado com aquela colónia, com as suas paisagens, com o seu clima, com a sua cultura, e, sobretudo, com os seus habitantes.

Rápidamente conseguiu arranjar um emprego na construtora Tâmega, como motorista da empresa. Mas a restauração era o destino de António Pereira, e, algum tempo depois, abriu o Leão de Ouro, no Alto Maé, o restaurante que haveria de lhe dar fama, e onde se comia o melhor bacalhau de Lourenço Marques.

"Fiz um dos melhores restaurantes de Lourenço Marques, que tinha três salas e foi um sucesso quando abriu", lembra António Pereira. "Os pratos que apresentei eram diferentes. Comecei a fazer o arroz de cabidela, o cozido à provinciana,e, sobretudo, o bacalhau, que era o prato mais caro. Nessa altura fazia em média 60 a 70 contos por dia. A qualidade dos pratos levou a que pessoas como o dr. Almeida Santos, o dr. João de Deus Pinheiro, o comandante Vítor Crespo, o prof. Veiga Simão, todos eles, foram meus clientes. Mas nunca por nunca tive problemas raciais".

Tudo correu muito bem até um certo momento. "Foi quando Samora Machel, já presidente de Moçambique chega a Maputo, faz um discurso e nacionalizou tudo. Isto foi dia 3 de Fevereiro de 76, e eu no dia 15 do mesmo mês já estava em Portugal", recorda.

ONDE O BACALHAU É REI

Quando chegou a Lisboa percorre Portugal inteiro em busca de uma cidade onde pudesse abrir uma casa de restauração. "Fui ao Algarve, passei no Fundão, mas replica orologi a falta de condições nestes lugares logo me fez regressar a Lisboa". E é ao lado da actual Laurentina, na avenida Conde Valbom, que António Pereira se estabeleceu.

"Havia uma taberna que tinha uma carvoaria atrás e eu tomei aquilo de trespasse. Fiz obras e abri o restaurante com o nome de Laurentina que é o nome que se dá às raparigas que nascem em Lourenço Marques. Foram os laurentinos que me fizeram a casa e lhe deram fama. Eu só faço pratos que sei fazer, no meu restaurante faço poucos pratos, o camarão tigre grelhado, a galinha à Cafrial, caril de camarão, lombo de porco assado para as crianças, o cozido à provinciana e o bacalhau, que é o prato que tem mais procura".

António Pereira é um perfeccionista na arte de bem orologi replica servir. É ele que forma os seus empregados. Ensina-lhes os truques, a forma como se devem relacionar com os clientes. Bom conversador, não dispensa uma visita às mesas para cumprimentar os seus clientes.

A história de um amigo do Fundão, homem de rara intuição, para quem a palavra não nunca existiu.

Ricardo Paulouro in Jornal do Fundão